quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Alterações histológicas provocadas por doenças hematológicas

Doenças do sangue
Doenças Hematológicas
   O sangue é um tecido primordial para à manutenção de todos os demais tecidos e órgãos do organismo humano. A estabilidade entre o ritmo de produção e de destruição das células do sangue, assim como a manutenção da composição do plasma, é vital aos processos de oxigenação e nutrição dos tecidos e aos processos de defesa do organismo. Algumas doenças prejudicam a produção ou a função dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Outras originam em alterações do plasma sanguíneo.
São muitas as formas de câncer que acontece nas células do sangue, e seu nome varia em função do tipo de célula comprometida.  Pode-se citar como exemplo, algumas dessas doenças que afetam o tecido sanguíneo, e que interfere na saúde dos indivíduos afetados: A Leucemia e Anemia.
A leucemia é o câncer que afeta os glóbulos brancos (leucócitos). Como há cinco tipos de glóbulos brancos, há também diferentes tipos de leucemias. Todas elas se originam do mesmo modo: através de alterações no DNA das células-tronco que dão origem aos tipos aberrantes de glóbulos brancos. Além de se dividir descontroladamente, as células cancerosas permanecem em estágio não diferenciado, ou não maduro.
As anemias são doenças definidas pela baixa concentração de hemoglobina no sangue. Podem ser causadas por hemorragias intensas, pela destruição acelerada das hemácias, pela produção insuficiente de glóbulos vermelhos na medula óssea ou pela produção de glóbulos vermelhos com pouca hemoglobina. Este último exemplo é a causa mais frequente de anemia, principalmente na infância, ocasionada pela insuficiência de ferro na alimentação, onde o ferro é um componente importante na formação da hemoglobina.
Abaixo o vídeo demostrará e complementará o assunto acima, abordando a composição do sangue, sua importância, e doenças relacionadas.


Alterações histológicas provocadas por doenças hematológicas

A hidroxiureia é um quimioterápico usado no tratamento de diversas doenças hematológicas. Inúmeras, porém raras, são as alterações cutâneas, associadas ao seu uso. 1-3 Mais comumente, encontram-se em pequeno número, num mesmo paciente. Dentre as manifestações observadas, relatam-se: a xerose cutânea, a hiperpigmentação difusa da pele, as alterações ungueais, as lesões dermatomiosite-símile, as lesões ulcerosas e até os carcinomas cutâneos. 4-8 A patogênese para tais alterações ainda não está bem esclarecida com várias hipóteses sendo levantadas até o momento. Relata-se aqui o surgimento, em um mesmo paciente, de várias e raras reações adversas mucocutâneas e ungueais, algumas com apresentação atípica, durante o uso prolongado de hidroxiureia para tratamento de Policitemia Vera.

fonte:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962011000400019&script=sci_arttext>Acesso em 30 de outubro de 2013.
TECIDO CONJUNTIVO

Classificação e tipos de tecidos conjuntivos
Classificação e tipos de tecidos conjuntivos


De origem mesodérmica, o tecido conjuntivo caracteriza-se por preenchimento dos espaços intracelulares do corpo e a importante interfase entre os demais tecidos, dando-lhes sustentação e conjunto.

Morfologicamente, apresenta grande quantidade de material extracelular (matriz), constituído por uma parte não estrutural, denominada de substância estrutural amorfa (SFA), e por outra porção fibrosa.

Substância Amorfa: formada principalmente por água, polissacarídeos e proteínas. Pode assumir consistência rígida, como, por exemplo, no tecido ósseo; e mais líquida, como é o caso do plasma sanguíneo.

Fibras: de natureza proteica, distribuem-se conforme o tecido, destacando-se:

Colágeno → fibras mais frequentes do tecido conjuntivo, formada pela proteína colágeno de alta resistência (coloração esbranquiçada);

Elásticas → fibras formadas fundamentalmente pela proteína elastina, possuindo considerável elasticidade (coloração amarelada);

Reticulares → fibras com reduzida espessura, formada pela proteína chamada reticulina, análoga ao colágeno.

Portanto, além da função de preenchimento dos espaços entre os órgãos e manutenção, toda a diversidade do tecido conjuntivo em um organismo desempenha importante função de defesa e nutrição.

Os principais tipos em vertebrados podem ser subdivididos em dois grupos, a partir de uma classificação considerando a composição de suas células e o volume relativo entre os elementos da matriz extracelular: tecido conjuntivo propriamente dito (o frouxo e o denso), e os tecidos conjuntivos especiais (o adiposo, o cartilaginoso, o ósseo e o sanguíneo).

fonte:<http://www.brasilescola.com/biologia/tecido-conjuntivo.htm>Acesso em 30 de outubro de 2013



Histologia-Tecido epitelial

O tecido epitelial, denominado epitélio, é formado por um conjunto de células semelhantes e justapostas, ou seja, uma camada de células coesas entre si, revestindo externamente a estrutura corporal de muitos vertebrados (por exemplo, do ser humano), realizando também a delimitação das cavidades internas, bem como formação dos órgãos e glândulas.

Esse tipo de epitélio normalmente possui uma de suas superfícies em contato com o tecido conjuntivo, intermediado pela lâmina basal, fornecendo, além de suporte (pois se instala sobre as glicoproteínas), também a nutrição, já que não possui vasos sanguíneos.

Sua classificação pode variar de acordo com a morfologia das células, a estratificação e as especializações.

fonte:<http://www.brasilescola.com/biologia/tecido-epitelial.htm>Acesso em 30 de outubro de 2013.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Histologia

O termo circulação refere-se ao movimento de um fluido ao longo de um circuito fechado. A circulação do sangue é o movimento do sangue originado pelo bombeamento do coração que o envia para as artérias. A função circulatória é, basicamente, uma função de transporte.
A circulação do sangue faz-se em dois circuitos separados anatomicamente e com funções diferentes:
  • Circulação pulmonar ou Pequena circulação pela qual são realizadas as trocas gasosas oxigênio e anidrido carbónico
  • Circulação sistémica ou Grande circulação que permite levar os nutrientes e oxigénio aos tecidos e receber os produtos finais do metabolismo para serem excretados, assim como levar as hormonas aos seus órgãos alvo.1
  • Circulação sistêmica

  • Circulação Pulmonar ou Pequena circulação é a designação dada à parte da circulação sanguínea na qual o sangue é bombeado para os pulmões e volta, livre do anidrido carbónico (CO2) e rico em oxigénio (O2) ao coração. Ao chegar à aurícula direita pelas veiascavas superior e inferior, o sangue passa da aurícula para o ventrículo direito. Quando este, por sua vez, se contrai, dá-se a ejeção ventricular direita para a artéria pulmonar que dividindo-se em direita e esquerda vai levar o sangue aos dois pulmões.
  • Diagrama da circulação pulmonar. o Sangue oxigenado apresenta-se a vermelho; o sangue venoso em azul.
    As artérias pulmonares dividem-se e sub-dividem-se até se tornarem numa rede capilar nas paredes alveolares onde vão ter lugar as trocas gasosas com difusão do Dióxido de carbono ou Anidrido carbónico (CO2) dissolvido no plasma e captação do O2, que compõe 21% do ar, o qual se fixa nos glóbulos vermelhos, mais exatamente na hemoglobina contida nesses glóbulos. Para que essas trocas sejam possíveis as paredes alveolares estão revestida por surfactante, uma molécula tensoativa ( complexa segregada continuamente pelos pneumócitos alveolares de tipo 2. Uma vez oxigenado, o sangue flui da vertente venosa capilar das paredes alveolares, para pequenas vénulas que juntam e formam veias cada vez de maior calibre até se tornarem as veias pulmonares que drenam na aurícula esquerda. Esta, ao contrair-se envia o sangue para o ventrículo esquerdo e a Circulação sistémica ou Grande circulação, começa.1Para além desta circulação que é funcional os pulmões têm uma circulação proveniente das artérias brônquicas que providencia a alimentação dos pulmões em nutrientes necessários.

    Circulação capilar

    A circulação capilar faz parte da microcirculação. É a este nível circulatório que se dá a função major de toda a circulação: a troca de nutrientes entre o sangue e as células e a recolha das substâncias nocivas, produtos finais dometabolismo celular. Ao chegar às células as arteríolas transformam-se em metarteríolas adquirindo pequenos esfíncteres que se relaxam e contraem 5 a 10 vezes por minuto regulando o débito de sangue a este nível. Este débito depende das necessidades da célula em oxigénio. Por sua vez as metarteríolas transformam-se em capilares, perdendo a camada muscular e os esfíncteres. Os capilares têm assim uma parede muito fina, constituída só pela íntima (a camada interna vascular), com poros que deixam passar os iões e as moléculas hidrossolúveis para otecido intersticial e posteriormente atravessam a membrana celular para o interior da célula. Isto facilita as trocas gasosas e de outros nutrientes, sem necessidade de mecanismos de transporte, permitindo uma difusão bi-direcional dependente de gradientes osmóticos como descrito na tão conhecida equação de Starling:

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Circula%C3%A7%C3%A3o_do_sangue. Acesso em 24 de outubro de 2013.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Embriologia e Histologia


   O estudo do desenvolvimento embrionário é de suma importância para o entendimento de como funciona a formação de um novo ser humano. As transformações que ocorrem após a união do espermatozoide com o ovócito formando o zigoto são diversas e complexas, pois esta nova célula se divide inúmeras vezes para formar um organismo multicelular.
O desenvolvimento embrionário inicia-se com a fecundação logo na primeira semana de desenvolvimento seguida de um processo de clivagem que posteriormente dará origem a uma nova estrutura chamada Blastocisto. Através da tuba uterina o embrião é transportado e implantado no endométrio.
Na segunda semana de desenvolvimento embrionário começam a surgir estruturas que darão origem aos chamados anexos embrionários como, por exemplo, a cavidade amniótica e o saco coriônico. Ainda na segunda semana o embrioblastos se diferencia para formar um disco bilaminar composto pelo epiblasto e pelo hipoblasto (Figura A).
Neste trabalho será estudado com mais detalhes os eventos que ocorrem durante a terceira semana do desenvolvimento embrionário. Esta semana está dividida em fases que se caracterizam por formações de novas estruturas. A primeira fase é a Gastrulação que inicia-se com o surgimento da linha primitiva e é caracterizada especialmente pelo surgimento de uma terceira camada germinativa. A segunda fase da terceira semana de desenvolvimento embrionário é a Neurulação que tem como foco principal a formação do tubo neural. Algumas outras estruturas surgirão dando inicio ao desenvolvimento de alguns sistemas do corpo humano. Aqui também serão apresentadas algumas anomalias congênitas que podem surgir em algumas fases desta semana.
http://www.youtube.com/watch?v=0ierexWtcLA..Acesso em 16 de 0utubro de 2013.

Histologia e Embriologia - Conceitos Básicos em Embriologia
- Embriologia: Ciência que descreve eventos que envolvem o período pré-natal do desenvolvimento humano.
- Gametogênese: Origem e formação de células sexuais (gametas) envolvidas na reprodução. Ela é dividida em Ovogênese e Espermatogênese.
Gametas:
Espermatozoide Ovócito
- Fecundação: União do espermatozoide com o ovócito que resulta na formação e uma célula ovo ou zigoto. SPTZ + Ovócito = Zigoto
- Clivagem do Zigoto: Processo que caracteriza as divisões da célula na tuba uterina.
- Formação do Blastocisto: Pouco depois da mórula entrar no útero o fluido da cavidade uterina passa através da zona pelúcida, formando um espaço cheio de fluido (a cavidade blastocística) dentro da mórula. Com o aumento do fluido dentro da cavidade blastocística, os blastômeros se separam em duas partes: trofoblasto e massa celular interna.
Histologia e Embriologia
- Trofoblasto: É uma delgada camada externa de células, que dá origem à parte embrionária da placenta.
- Massa celular interna: um grupo de blastômeros localizados centralmente dá origem ao embrião; como é primórdio desde, a massa celular interna também denominada de embrioblasto.
 Blastocisto inicial: ainda tem a zona pelúcida;  Blastocisto tardio: não tem a zona pelúcida.
- Implantação do blastocisto: É à entrada do blastocisto no endométrio.
 Meiose: Mitose
- Formação de gametas- Crescimento;
Divisões Celulares: - Regeneração.
Histologia e Embriologia
- Meiose:
n = 23 cromossomos. Ela só ocorre no período de reprodução para a formação de gametas. É o nome dado ao processo de divisão celular através do qual uma célula tem o seu número de cromossomos reduzido pela metade. Por este processo são formados gametas e esporos. Uma célula diploide forma quatro células haploides. No homem cada SPTZ forma quatro SPTZ, já na mulher um ovócito só pode reproduzir com um dos quatro ovócitos formados. OBS.: A ovogônia é a célula que dá origem a células haploides. Ela é uma célula diploide.
- Mitose:
É o processo pelo qual as células eucarióticas dividem seus cromossomas entre duas células filhas. Uma célula diploide forma duas células diploides.
Ovogônia Espermatogônia
- Célula Somática: Célula do corpo que apresenta 46 cromossomos. - Células Sexuais: Reprodutoras, gametas. Células que apresentam 23 cromossomos. Exemplo:
Gametogênese
É a produção de células germinativas masculinas (espermatozoides) e femininas (ovócitos).
Ocorrem dois meios completas na espermatogênese e uma completa na ovogênese. A distribuição de cromossomos produz células com número de 23 cromossomos cada.
Espécie humana: 46 cromossomos distribuídos em 23 pares nos cromossomos homólogos (2n).
OBS.: Cromossomos Homólogos: são cromossomos iguais entre si que juntos formam um par. Esses pares só existem nas células somáticas das espécies diploides.
Espermatogênese:
Produção de espermatozoides a partir da diferenciação de ESPERMATOGÔNIAS que ficam nos testículos. - Órgãos reprodutivos masculinos envolvidos na produção de espermatozoides:
- Testículos; - Túbulos seminíferos;
- Epidídimo;
- Ducto deferente;
- Ducto ejaculatório;
- Pênis.
Células Somáticas (diploides)
SPTZ + OVÓCITO = ZIGOTO n= 23 n=23 n=46
Histologia e Embriologia
As espermatogônias permanecem “adormecidas” nos túbulos seminíferos desde o período fetal até a puberdade (13 a 16 anos) quando ocorrerá a maturidade sexual e a liberação de espermatozoides.
Histologia e Embriologia
Ovogênese:
Seqüência de eventos através dos quais as ovogônias transformam-se em ovócitos primários. Maturação do ovócito: - Pré-natal: As ovogônias crescem antes do nascimento
- Ovócitos primários: Sofrem a 1ª divisão meiótica antes do nascimento e a maturação é estacionada até o inicio da maturidade sexual.
- Pós Natal: Ovulação (início da puberdade)
- Depois do nascimento não se forma nenhum ovócito primário.
- Há cerca de dois milhões de ovócitos primários nos ovários de uma menina recém-nascida.
- Na adolescência aproximadamente quarenta mil ovócitos permanecem, mas somente 400 tornam-se ovócitos secundários.
Histologia e Embriologia
6 Células Reprodutivas

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Clivagem

   A clivagem  consiste em repetidas divisões do zigoto, resultando em um rápido aumento do número de células. Primeiro, o zigoto se divide em duas células conhecidas como blastômeros; estas então se dividem em quatro blastômeros, oito blastômeros, e assim por diante.
A clivagem normalmente ocorre enquanto o zigoto atravessa a tuba uterina, rumo ao útero. O zigoto ainda se encontra contido pela substância gelatinosa muito espessa, a zona pelúcida, deste modo, ocorre um aumento no número de células sem que aumente a massa citoplasmática. A divisão do zigoto em blastômeros começa cerca de 30 horas após a fertilização. Divisões subsequentes vão se seguindo e formam blastômeros progressivamente menores. Os blastômeros mudam de forma e se alinham, apertando-se uns contra os outros para formar uma esfera compacta de células conhecida como mórula. Este fenômeno, chamado de compactação, é provavelmente mediado por glicoproteínas de adesão da superfície celular.

A compactação permite uma maior interação célula-a-célula e constitui um pré-requisito para a segregação das células internas que formam o embrioblasto ou massa celular interna do blastocisto. A mórula (do latim, morus, amora), uma bola sólida de 12 ou mais blastômeros, é formada três dias após a fertilização e penetra no útero. Seu nome provém da sua semelhança com o fruto amoreira.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

EMBRIOLOGIA GERAL -  Espermatogênese


   É a sequência de eventos, através dos quais a célula precursora masculina, a espermatogônia torna-se um espermatozoide, o gameta masculino. As espermatogônias permanecem quiescentes nos túbulos seminíferos dos testículos desde o período fetal, e na puberdade aumentam de número e sofrem maturação que continua até a velhice. Nesse momento, sofrem várias divisões mitóticas, crescem e se desenvolvem, formando os espermatócitos primários. Cada um desses sofre a primeira divisão meiótica (divisão reducional) para formar dois espermatócitos secundários haploides. Em seguida sofrem a segunda divisão meiótica para formar quatro espermátides haploides (figura 1). Gradualmente as espermátides vão sendo transformadas em espermatozoides por um processo chamado espermiogênese.
O espermatozoide maduro é uma célula móvel, formada por cabeça, colo e cauda. A cabeça é a maior parte e contém o núcleo haploide e o acrossoma, organela em forma de capuz que contém várias enzimas importantes para a fertilização, pois facilita sua penetração ovular. O colo é a região que une essas duas estruturas. A cauda é constituída por três segmentos: a peça intermediária, peça principal e peça terminal. Essa estrutura, formada a partir dos centríolos, favorece a motilidade durante a fecundação. A peça intermediária contém mitocôndrias que fornecem ATP para a atividade desse flagelo. (figura 2).
As células de Sertoli que revestem os túbulos seminíferos dão suporte e nutrição para células germinativas. Os espermatozoides são transportados passivamente dos túbulos seminíferos para o epidídimo, onde são armazenados e tornam-se maduros. Ele é continuo com o ducto deferente que transporta os espermatozoides para a uretra.
A espermatogênese dura por volta de 64 dias nos túbulos seminíferos e 12 dias no epidídimo, etapa fundamental do ciclo senão os espermatozoides morreriam dentro de 24 – 36 horas. Eles adquirem sua motilidade somente mediante a adição de secreções das glândulas sexuais acessórias- próstata e vesículas seminais- no ejaculado.

Fonte:
     Disponível em<http://www.famema.br/ensino/embriologia/espermatogenese.php>Acesso em 09 de out. de 2013.
Ciclo Reprodutivo Feminino

  Fecundação é o nome dado ao evento no qual ocorre a união entre o gameta masculino e o feminino: espermatozoide e ovócito secundário, respectivamente. Ele ocorre geralmente na tuba uterina, e em até trinta e seis horas após a ovulação.
   Ovulação é o fenômeno no qual o sistema genital feminino libera o ovócito, anteriormente abrigado em uma estrutura localizada no ovário chamada folículo. Tal evento ocorre graças à ação de hormônios específicos, os estrogênios.
Cerca de nove dias após a ovulação já há como detectar se a mulher está grávida ou não, já que, em caso positivo, a fecundação propicia a produção de gonadotrofina coriônica humana (HCG). Esta glicoproteína é liberada pelo corpo-lúteo, estrutura formada a partir do folículo ovariano, após a liberação do ovócito. Ela impede que o corpo feminino tenha novas menstruações e ovulações.
   (Maria de Jesus) É Extraordinário esse processo em nossa vida e o amor entre mãe e filho explica tudo isso e muito Interessante esse vídeo e muito lindo também, é uma verdadeira história de amor!
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REFERÊNCIAS
FONTES:http://www.youtube.com/watch?v=J5-wQNXo_hM.Acesso em 10 de out. de 2013.
COMO OCORRE A FECUNDAÇÃO. Disponível em<http://www.brasilescola.com/biologia/fecudacao.htm.>Acesso em 10 de 0ut. de 2013.




quinta-feira, 20 de junho de 2013


METABOLISMO DO NITROGÊNIO

CICLO DO NITROGÊNIO



As plantas requerem certo número de elementos além daqueles que obtém diretamente da atmosfera (carbono e oxigênio sob a forma de dióxido de carbono) e da água do solo (hidrogênio e oxigênio). Todos estes elementos, com exceção de um, provêm da desintegração das rochas e são captados pelas plantas a partir do solo. A exceção é o nitrogênio, que representa 78% da atmosfera terrestre. Embora as rochas da superfície terrestre constituam também a fonte primária de nitrogênio, este penetra no solo, indiretamente por meio da atmosfera, e, através do solo, penetra nas plantas que crescem sobre ele. Entretanto, a maioria dos seres vivos é capaz de utilizar o nitrogênio atmosférico para sintetizar proteínas e outras substâncias orgânicas. (Ao contrário do carbono e do oxigênio, o nitrogênio é muito pouco reativo do ponto de vista químico, e apenas certas bactérias e algas azuis possuem a capacidade altamente especializada de assimilar o nitrogênio da atmosfera e convertê-lo numa forma que pode ser usada pelas células. A deficiência de nitrogênio utilizável constitui muitas vezes, o principal fator limitante do crescimento vegetal.
O processo pelo qual o nitrogênio circula através das plantas e do solo pela ação de organismos vivos são conhecidos como ciclo do nitrogênio.





Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: C:\Meus documentos 2011\web BIOQUIMICA 2011\ciclo N .png






Amonificação.



Grande parte do nitrogênio encontrado no solo provém de materiais orgânicos mortos, nos quais existe sob a forma de compostos orgânicos complexos, tais como proteínas, aminoácidos, ácidos nucleicos e nucleótides. Entretanto, estes compostos nitrogenados são, em geral, rapidamente decompostos em substâncias mais simples por organismos que vivem nos solos. As bactérias saprófitas e várias espécies de fungos são os principais responsáveis pela decomposição de materiais orgânicos mortos. Estes microrganismos utilizam as proteínas e os aminoácidos como fonte para suas próprias proteínas e liberam o excesso de nitrogênio sob a forma de amônio (NH4+ ).

Este processo é denominado amonificação. O nitrogênio pode ser fornecido sob a forma de gás amoníaco (NH3), mas este processo ocorre geralmente apenas durante a decomposição de grandes quantidades de materiais ricos em nitrogênio, como numa grande porção de adubo ou fertilizante. Em geral, a amônia produzida por amonificação é dissolvida na água do solo, onde se combina a prótons para formar o íon amônio.




Formação dos aminoácidos





Os aminoácidos formam-se a partir de íons, amônio e cetoácidos. Os cetoácidos são geralmente produtos da fragmentação dos açúcares. A figura abaixo mostra a reação global pela qual um cetoácido se combina ao amônio para formar um aminoácido. O principal aminoácido formado desta maneira é o ácido glutâmico. O ácido glutâmico é o principal transportador de nitrogênio na planta.




Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: http://www.ufpe.br/dbioq/portalbq04/figuras%20maa/glutamatodesidrogenase.jpg





Além dos aminoácidos produzidos pela aminação de um cetoácido, outros são formados por transaminação.

A transaminação é a transferência do grupamento amino (-NH2) de um aminoácido para um cetoácido, formando outro aminoácido. A figura abaixo mostra a formação do acido glutâmico (aa) pela transferência do grupamento amino do de um L amino acido para o ácido alfa ceto glutarato.



As plantas, quer por aminação ou transaminação são capazes de sintetizar todos os aminoácidos necessários a partir do nitrogênio inorgânico. Os animais são capazes de sintetizar apenas cerca de 8 dos 20 aminoácidos necessários, devendo adquirir os outros por meio da alimentação. Por conseguinte, o mundo animal depende totalmente do reino vegetal para suas proteínas, bem como para seus carboidratos.






Reação global do metabolismo do N: transaminaçãodesaminação e ciclo da ureia.
Ação da glutamina sintetase e o consume de ATP na reação de assimilação do amônio.
 
Ação da glutamato desidrogenase GDH
Reação de transaminação




Reação de desaminação oxidativa mediada pela Flavina e formação do amônio. Na reação forma-se como sub produto a água oxigenada, que é instantaneamente degradada pela ação da catalase, que evita seu efeito toxico.



Disponível em:<http://docentes.esalq.usp.br/luagallo/nitrogenio.htm>Acesso em 20 de junho de 2013

















sábado, 15 de junho de 2013

Atividades Aeróbicas X Atividades Anaeróbicas

   Nos esforços de alta intensidade (anaeróbico) as moléculas de ATP necessárias à manutenção do trabalho muscular são sintetizadas, inicialmente, por intermédio de outro composto fosfórico de alta energia denominado fosfato de creatina - PC. Por esse sistema energético, considerando que o PC apresenta energia livre de hidrólise mais alta que ATP, quando a ligação entre as moléculas de creatina e de fosfato é desfeita, seu fosfato é unido ao ADP, formando os ATPs necessários à contração muscular (McArdle, Katch e Katch, 1991).
Assim como no desdobramento do ATP em ADP e Pi, essas reações também são reversíveis, fazendo com que, na disponibilidade energética, creatina e fosfato se unam novamente. A quebra do PC em ATP é facilitada pela ação da enzima creatinoquinase.
Apesar de existir de 3 a 5 vezes mais do que ATP, o fosfato de creatina também é armazenado em pequenas quantidades. Portanto, o fornecimento de energia, por essa via metabólica também é muito reduzido e atende aos esforços físicos de elevada intensidade por não mais do que 8-10 segundos. Dessa maneira, por exemplo, o fosfato de creatina deverá ser o principal responsável pela produção de ATPs em exercícios físicos que envolvam corridas rápidas em distância curtas, saltos sucessivos e levantamento de grandes pesos (McArdle, Katch e Katch, 1985)
A menos que se diminua a intensidade, para que o esforço físico possa ser mantido por mais algum tempo, uma segunda via metabólica é acionada com o intuito de produzir os ATPs necessários à continuidade das contrações musculares, a glicólise (Astrand e Rodahl, 1970).
Nesse momento, torna-se importante a introdução dos conceitos relacionados aos metabolismos anaeróbicos ou não-oxidativos e aeróbicos ou oxidativos. A ativação de um desses dois tipos de metabolismos dependerá basicamente da velocidade exigida na produção da energia para o trabalho muscular.
Se os esforços físicos forem de elevada intensidade, ou seja, quando é necessária a produção de um número de moléculas de ATPs relativamente alto num espaço de tempo bastante curto, elevando a velocidade metabólica na produção de energia, deverá ser ativado o sistema anaeróbico, pois o fornecimento de oxigênio para as reações torna-se insuficiente (Fox e Mathews, 1991).
Contudo, se os esforços físicos forem de baixa a moderada intensidade, exigindo, por sua vez, menor velocidade metabólica na produção de ATPs, deverá ser ativado predominantemente o sistema aeróbico, tendo em vista que as reações metabólicas realizadas na presença do oxigênio são suficientes para produzir o ATP necessário. (McArdle, Katch e Katch, 1991).
Com isto em mente e admitindo que estão sendo analisados os esforços físicos de elevada intensidade, a via metabólica acionada mais especificamente é a glicólise anaeróbica.
A glicólise anaeróbica consiste na degradação do glicogênio ou da glicose para piruvato ou lactato mediante o envolvimento de uma série de passagens enzimáticas catalizadoras, o que resulta na produção das moléculas de ATP. O carboidrato é depositado nos músculos em forma de glicogênio e passa para o sangue em forma de glicose.
Portanto, ao se realizarem esforços de grande intensidade, deverá ocorrer acúmulo de lactato no grupo muscular ativo e, na seqüência, será difundido para a corrente sanguínea.
Quando a intensidade dos esforços físicos diminui, permite que o sistema de produção de energia venha a sintetizar os ATPs, necessários à contração muscular a partir do metabolismo aeróbico. Neste aspecto, quanto mais tempo durarem os esforços físicos, maior deverá ser a participação das reações oxidativas nas exigências energéticas, ao mesmo tempo em que a produção de energia por meio das vias anaeróbicas diminuirá gradativamente.
Ao contrário do metabolismo anaeróbico, em que apenas o carboidrato é utilizado como substrato energético, o metabolismo aeróbico pode usar, além do carboidrato, os lipídios e, em casos de duração extrema, as proteínas, como substratos para a produção de ATPs. Além do mais, o metabolismo aeróbico é o mais eficiente do ponto de vista de produção energética, pois além de sintetizar ATPs sem acúmulo de ácido lático, por essa via, forma-se muito mais ATPs comparativamente com a via anaeróbica (McArdle, Katch e Katch, 1991).
A produção de energia por via aeróbica resulta do produto final de um complexo processo de reações que ocorrem no interior da mitocôndria, com a participação de enzimas oxidativas, levando à quebra de carboidratos na forma de glicose, e de gorduras na forma de ácidos graxos livres, em moléculas de ATP, dióxido de carbono e água. Deve-se ressaltar que as proteínas, na forma de aminoácidos, somente entram em ação na produção de ATPs quando as exigências energéticas são extremamente elevadas e as fontes dos demais substratos já se encontram bastantes reduzidas.
Quanto à duração, com o passar do tempo sob esforço físico, os estoques do glicogênio muscular diminuem e concomitantemente as quantidades de ácidos graxos livres na corrente sanguínea se elevam. Assim, a participação dos substratos na produção de energia tende a se inverter, diminuindo a participação do metabolismo de carboidratos e acentuando a participação do metabolismo do metabolismo de gorduras (Powers et al, 1980).
Com relação à intensidade, em esforços físicos de baixa a moderada intensidade as necessidades energéticas são atendidas prioritariamente pelos ácidos graxos livres, no entanto, ao elevar o nível de intensidade, a glicose passa a ser a principal fonte de energia (Gollnick et al, 1985).
Um outro aspecto que pode interferir na utilização da gordura como fonte de energia é o maior acúmulo de ácido lático. Quando existe maior quantidade de lactato sangüíneo, o uso do ácido graxo livre como fonte de energia pode ser dificultado em razão de o ácido láctico interferir de forma acentuada na mobilização do próprio ácido graxo livre a partir do tecido adiposo.
Logo, durante o esforço físico a nível submáximo, o indivíduo mais ativo deverá demonstrar maiores possibilidades de utilização do ácido graxo livre como fonte de energia do que o sedentário, em razão de apresentar tendência à concentração de lactato em níveis mais baixos (Holloszy e Coyle, 1984).
Nos programas de atividades físicas voltados à promoção da saúde, deve-se privilegiar as atividades que utilizam a gordura como substrato energético na produção de ATPs, ou seja, esforços físicos de baixa a moderada intensidade durante um período de tempo prolongado (ciclismo, caminhadas, corridas, natação), considerando que as gorduras representam o maior depósito de energia no organismo humano (Cooper, 1982).
Apesar da atividade aeróbica ser muito importante na prevenção de doenças cardiovasculares, Pate etal (1995) ressaltam que a força muscular e a flexibilidade são fundamentais para uma boa saúde. As pessoas que têm mais flexibilidade e força, são capazes de realizar suas tarefas diárias com mais facilidade, além de terem menor risco de problemas músculos-esqueléticos.

Disponível em<http://www.eps.ufsc.br/disserta98/delpizzo/cap2.html>Acesso em 15 de junho de 2013.
GLICÓLISE

    A glicose é o principal substrato para as reações energéticas, sendo a glicólise o principal processo de utilização energética da glicose, presente em todos os seres vivos, desde a mais antiga e simples bactéria até o mais recente e complexo organismo multicelular. A glicólise, entretanto, é um processo essencialmente anaeróbico, com o metabolismo aeróbico produzindo quase vinte vezes mais energia para os processos metabólicos intracelulares. Desta forma, o ciclo de Krebs e a Cadeia respiratória correspondem à seqüência natural do metabolismo da glicose e dos demais compostos energéticos (ácidos graxos e aminoácidos).
glicólise, também conhecida como via de Ebden-Meyerhof, é a primeira via metabólica da molécula de glicose e outras hexoses. Todos os seres vivos (a exceção dos vírus) realizam, invariavelmente, a glicólise seja em condições de aerobiose ou de anaerobiose, com as enzimas glicolíticas presentes no citoplasma.
Primariamente, a glicólise é um processo anaeróbio onde se observa a formação de um produto final estável (lactato) e em condições de aerobiose, o metabolismo da glicose prossegue com as demais vias produtoras de energia (ciclo de Krebs e cadeia respiratória) mas somente se a célula possuir mitocôndrias funcionais, uma vez que esses processos são todos intra mitocondriais.

   A glicólise ocorre em uma seqüência enzimática de 11 reações, divididas em duas fases: a primeira fase vai até a formação de duas moléculas de gliceraldeído-3-fosfato caracteriza-se como uma fase de gasto energético de 2 ATPs nas duas fosforilações que ocorrem nesta fase; a segunda fase caracteriza-se pela produção energética de 4 ATPs em reações oxidativas enzimáticas independentes de oxigênio, utilizando o NADH como transportador de hidrogênios da reação de desidrogenação que ocorre. O rendimento energético líquido final do metabolismo anaeróbio da glicose, portanto é de somente 2ATPs.
Em condições de aerobiose, porém, o piruvato não é reduzido e sim oxidado nas mitocôndrias pelo complexo enzimático piruvato-desidrogenase (também chamado piruvato-descarboxilase) havendo a formação de acetil-CoA e a liberação de uma molécula de CO2 por cada piruvato oxidado. É formado, também, um NADH na reação de desidrogenação, indo para a cadeia respiratória, uma vez que já está dentro das mitocôndrias.
É importante observar que, sendo oxidado o piruvato, o NADH (produzido na glicólise) que seria utilizado para sua redução, é poupado o que possibilita que os elétrons por ele transportado, possam penetrar na mitocôndrias e convertidos em ATP, em última análise, na cadeia respiratória.
A primeira fase da glicólise é uma fase de gasto energético onde os produtos formados são mais energéticos que a glicose. A segunda fase, resgata a energia investida e libera parte da energia contida na molécula de glicose. As reações irreversíveis impedem a reversão do processo e a liberação de glicose para o meio extra-celular. A neoglicogênese precisará "diblar" essas reações irreversíveis para gerar glicose. As enzimas desta via metabólica permitirão justamente nessa reversibilidade.
Fonte: www.ucs.br
Disponível em<http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/carboidratos/glicolise.php>Acesso em 15 de junho de 2013.















domingo, 9 de junho de 2013

Valor Biológico: Comparando diferentes fontes de proteína


Mesmo que 1 grama de proteína corresponda em qualquer caso a 4 calorias, a quantidade de proteína que nosso corpo pode digerir e usar para o processo de construção de músculos não é sempre 100%.

Na verdade, a fonte de proteína natural melhor digerível é o ovo, o qual a porcentagem de utilização pelo nosso corpo é 94%. Devido ao fato do ovo ter a melhor taxa de absorção de qualquer fonte natural, ele ganhou a graduação "100" e todas as outras proteínas são graduadas de acordo como são digeridas quando comparadas à proteína do ovo.

Hoje em dia existem proteínas que são ainda melhor digeridas do que a proteína do ovo e possuem utilização pelo corpo maior do que 94%. Então estas proteínas têm graduação maiores do que a antiga graduação máxima de 100 do ovo.

Valor biológico é a escala de graduação usada para determinar que porcentagem de uma determinada fonte nutricional é usada pelo corpo. Esta escala é particularmente útil para comparar as proteínas completas, que são as mais interessantes para malhadores e esportistas.

O valor biológico mede a eficiência pela qual seu corpo usa uma fonte específica de proteína. Quanto maior for o valor biológico, mais aminoácidos e nitrogênio seu corpo irá reter.

Abaixo está uma lista de diferentes fontes de proteína e suas respectivas graduações:
Fontes de Proteína Natural
ALIMENTOGRADUAÇÃO
Ovo (inteiro)100
Leite de vaca91
Clara de ovo (albumina)88
Peixe83
Bife magro80
Frango79
Arroz59
Feijão49
No caso de proteínas criadas em laboratório, abaixo está uma pequena lista de algumas destas fontes protéicas as quais podem ser encontradas nos suplementos da atualidade. Veja como elas se comparam com as fontes naturais listadas acima.
Fontes de Proteínas Criadas em Laboratório
SUPLEMENTOGRADUAÇÃO
Whey Protein Isolado110 -159
Whey Protein Concentrado104
Caseína77
Proteína da Soja74